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28 Novembro 19

CPP participa de reunião de alinhamento com representantes dos Comitês de Bacias Hidrográficas, projeto financiado no âmbito do Termo de Colaboração n. 1486/2019.

 

O professor Marcus Vinícius Moares de Oliveira (UFMS/CPP) concedeu uma entrevista para o quadro "Prosa com Zootecnista" da Associação Brasileira de Zootecnistas - ABZ, realizada no dia 27 de setembro de 2019.

 

Link para matéria na íntegra: http://abz.org.br/blog/prosa-com-zootecnista-marcus-vinicius-moraes-de-oliveira/ 

Recentemente o gado Pantaneiro, e as ações do NUBOPAN, fruto da parceria entre CPP-MCTIC-UEMS, foram novamente destaque internacional, numa revista europeia, com mais de 10 milhões de acessos mensais (The endangered cow being saved by cheese / Bovine researchers believe the world needs the only cow adapted to the largest tropical wetlands - https://www.atlasobscura.com/articles/endangered-cows-pantaneiro)

 

Em 2012, durante a discussão sobre o Novo Código Florestal,  um consórcio de cientistas de varias universidades e instituicoes brasileiras sob a liderança do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Áreas Úmidas (INCT-INAU) da UFMT,  elaborou uma definição para as AUs brasileiras, além de metodologias para o seu delineamento e a sua classificação.  Este trabalho foi publicado na revista “Aquatic Conservation: Marine and Freshwater Environments” (Junk et al. 2014)[1]. Em 2015 a definição, a classificação e o delineamento das AUs propostos pelo INAU foram recomendados pelo Conselho Nacional de Zonas Úmidas (CNZU) do Ministério do Meio Ambiente brasileiro (MMA) para serem usadas pelos órgãos envolvidos em questões ambientais (Recomendação CNZU n. 07/2015).

Durante o mesmo periodo, depois de grandes inundações na Colômbia, o governo daquele país estimulou a elaboração de um levantamento e classificacao das AUs no seu território. Foram realizadas várias reuniões científicas com a participação de alguns peritos internacionais, entre eles Prof. Dr. Wolfgang Junk, coordenador cientifico do INCT-INAU. Os cientistas chegaram à conclusão, que a melhor abordagem seria o aproveitamento da classificação brasileira, porém com adaptações às peculiariedades climáticas, geológicas e geográficas da Colômbia. Este trabalho foi recentemente publicado na Revista  “Wetlands” (Ricaurte et al. 2019)[2].

O uso da abordagem Brasileira pelos colegas Colombianos valoriza a classificação Brasileira e pode ser considerado como um primeiro passo para uma classificação uniformizada das AUs na América do Sul. Considerando o fato de que muitas AUs importantes se estendem ao longo de grandes rios transfronteiriços, e.g. o Rio Amazonas e os Rios Parana/Paraguai, uma classificação uniformizada das AUs iria não somente fascilitar estudos comparativos, mas iria também permitir a elaboracao de uma legislacao harmonizada a respeito do manejo sustentável e da proteção destas áreas, cujo uso afeta de forma direta ou indireta frequentemente vários países. 

 

 

 

[1] JUNK, W.J. et al. Brazilian wetlands: their definition, delineation, and classification for research, sustainable management, and protection. Aquatic Conservation: Marine and Freshwater Environments 2014, v. 24, p. 5-22. Disponível em: https://doi.org/10.1002/aqc.2386.

 [2]  RICAURTE, L.F. et al. A Classification System for Colombian Wetlands: an Essential Step Forward in Open Environmental Policy-Making. Wetlands 2019, v. 39, p. 1-20. ISSN 0277-5212. Disponível em: https://doi.org/10.1007/s13157-019-01149-8.

 

As áreas úmidas (AUs) são as principais fontes naturais de metano (CH4) e representam um terço das emissões globais totais de CH4. Ao mesmo tempo, as AUs podem representar sumidouros consideráveis ​​de carbono devido à alta produtividade e o potencial de sequestro proporcionado por condições anaeróbias sazonais ou permanentes de suas superfícies inundadas. Para quantificar o impacto no ciclo global de carbono de áreas úmidas, pesquisadores do INAU recentemente publicaram um artigo[1]  que foi destaque na edição do prestigioso Journal Nature  Plants de 4 abril de 2019[2].

Os pesquisadores analisaram os fluxos do ecossistema de dióxido de carbono (CO2) e metano (CH4) nas extensas florestas sazonalmente inundadas da maior área inundável do mundo, o Pantanal Mato-grossense. Entender os fluxos de carbono que ocorrem nesses ecossistemas é crítico, pois cerca de 35% das AUs da Terra estão localizadas nos trópicos.  No estudo realizado entre os anos de 2014 e 2017, os pesquisadores descobriram que as florestas inundadas sazonalmente eram sumidouro de carbono durante o período de inundação, quando as condições se tornam anaeróbicas. No entanto, eles estimam que os fluxos combinados de CO2 e CH4 representam uma fonte de emissão quando se considera uma projeção de 20 e 100 anos.

A absorção de CO2 aumenta no início da estação chuvosa em função do aumento das taxas fotossintéticas destas comunidades. Entretanto, isto diminui ao longo do tempo, pois outros processos como a queda das folhas, a decomposição da liteira e o efluxo de CO2 no solo tornam-se prevalentes.  A liberação de CH4 para a atmosfera aumenta quando o solo se torna saturado com água durante a estação chuvosa. O balanço de carbono dessas florestas depende dos padrões de precipitação e da extensão espacial e temporal das inundações. Se esses ecossistemas serão aliados ou inimigos diante do aquecimento global, dependerá do efeito específico do clima na mudança do ciclo hidrológico regional.

 

[1]  DALMAGRO, H. J.  et al. Radiative forcing of methane fluxes offsets net carbon dioxide uptake for a tropical flooded forest. Global Change Biology, p. 1-15,  2019. ISSN 1354-1013. Disponível em: https://onlinelibrary.wiley.com/doi/abs/10.1111/gcb.14615 .

[2]  BARRAL, A. Carbon balance double agents. Nature Plants, v. 5, n. 4, p. 333-333, 2019/04/01 2019. ISSN 2055-0278. Disponível em: < https://doi.org/10.1038/s41477-019-0407-y >.

 

 

 

 

A WI (Wetland International) junto com a MUPAN (Mulheres em Ação no Pantanal) promoveram nos dias 16 e 17 de Abril deste ano em Campo Grande – MS, uma reunião com os parceiros Centro de Pesquisa do Pantanal (CPP), Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Áreas Úmidas (INAU), Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), entre outros, para avaliar o avanço da Fase 1 do Programa Corredor Azul – Pantanal.

O Programa tem como objetivo salvaguardar a saúde e conectividade do Sistema Paraná-Paraguai de Áreas Úmidas (AUs) em benefício das pessoas e da natureza, buscando aprimorar as interconexões sociais, políticas, ambientais e econômicas de três grandes AUs que compõem o Sistema, o Pantanal no Brasil e os Esteros de Iberá e o Delta do Paraná na Argentina.

A reunião foi conduzida pelo especialista na área Emílio Bretan, que apresentou novas ferramentas de avaliação e monitoramento do PROGRAMA CORREDOR AZUL. O foco da reunião foi pensar em propostas futuras, além de buscar sinergias com outras ações que vem sendo desenvolvidas por outras instituições..

A pesquisadora do CPP e INAU, Dra Cátia Nunes da Cunha, participou do evento, e permanecerá nos próximos dias em Campo Grande para discussão dos produtos gerados no âmbito da Cooperação entre o CPP e MUPAN-WI.

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O Centro de Pesquisa do Pantanal – CPP – é uma organização independente, com enfoque humanista e sem fins lucrativos. Seu propósito maior é a promoção da cidadania, que no século XXI, tem na questão ambiental seu ponto chave.

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