CPPANTANAL

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Em 2012, durante a discussão sobre o Novo Código Florestal,  um consórcio de cientistas de varias universidades e instituicoes brasileiras sob a liderança do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Áreas Úmidas (INCT-INAU) da UFMT,  elaborou uma definição para as AUs brasileiras, além de metodologias para o seu delineamento e a sua classificação.  Este trabalho foi publicado na revista “Aquatic Conservation: Marine and Freshwater Environments” (Junk et al. 2014)[1]. Em 2015 a definição, a classificação e o delineamento das AUs propostos pelo INAU foram recomendados pelo Conselho Nacional de Zonas Úmidas (CNZU) do Ministério do Meio Ambiente brasileiro (MMA) para serem usadas pelos órgãos envolvidos em questões ambientais (Recomendação CNZU n. 07/2015).

Durante o mesmo periodo, depois de grandes inundações na Colômbia, o governo daquele país estimulou a elaboração de um levantamento e classificacao das AUs no seu território. Foram realizadas várias reuniões científicas com a participação de alguns peritos internacionais, entre eles Prof. Dr. Wolfgang Junk, coordenador cientifico do INCT-INAU. Os cientistas chegaram à conclusão, que a melhor abordagem seria o aproveitamento da classificação brasileira, porém com adaptações às peculiariedades climáticas, geológicas e geográficas da Colômbia. Este trabalho foi recentemente publicado na Revista  “Wetlands” (Ricaurte et al. 2019)[2].

O uso da abordagem Brasileira pelos colegas Colombianos valoriza a classificação Brasileira e pode ser considerado como um primeiro passo para uma classificação uniformizada das AUs na América do Sul. Considerando o fato de que muitas AUs importantes se estendem ao longo de grandes rios transfronteiriços, e.g. o Rio Amazonas e os Rios Parana/Paraguai, uma classificação uniformizada das AUs iria não somente fascilitar estudos comparativos, mas iria também permitir a elaboracao de uma legislacao harmonizada a respeito do manejo sustentável e da proteção destas áreas, cujo uso afeta de forma direta ou indireta frequentemente vários países. 

 

 

 

[1] JUNK, W.J. et al. Brazilian wetlands: their definition, delineation, and classification for research, sustainable management, and protection. Aquatic Conservation: Marine and Freshwater Environments 2014, v. 24, p. 5-22. Disponível em: https://doi.org/10.1002/aqc.2386.

 [2]  RICAURTE, L.F. et al. A Classification System for Colombian Wetlands: an Essential Step Forward in Open Environmental Policy-Making. Wetlands 2019, v. 39, p. 1-20. ISSN 0277-5212. Disponível em: https://doi.org/10.1007/s13157-019-01149-8.

 

As áreas úmidas (AUs) são as principais fontes naturais de metano (CH4) e representam um terço das emissões globais totais de CH4. Ao mesmo tempo, as AUs podem representar sumidouros consideráveis ​​de carbono devido à alta produtividade e o potencial de sequestro proporcionado por condições anaeróbias sazonais ou permanentes de suas superfícies inundadas. Para quantificar o impacto no ciclo global de carbono de áreas úmidas, pesquisadores do INAU recentemente publicaram um artigo[1]  que foi destaque na edição do prestigioso Journal Nature  Plants de 4 abril de 2019[2].

Os pesquisadores analisaram os fluxos do ecossistema de dióxido de carbono (CO2) e metano (CH4) nas extensas florestas sazonalmente inundadas da maior área inundável do mundo, o Pantanal Mato-grossense. Entender os fluxos de carbono que ocorrem nesses ecossistemas é crítico, pois cerca de 35% das AUs da Terra estão localizadas nos trópicos.  No estudo realizado entre os anos de 2014 e 2017, os pesquisadores descobriram que as florestas inundadas sazonalmente eram sumidouro de carbono durante o período de inundação, quando as condições se tornam anaeróbicas. No entanto, eles estimam que os fluxos combinados de CO2 e CH4 representam uma fonte de emissão quando se considera uma projeção de 20 e 100 anos.

A absorção de CO2 aumenta no início da estação chuvosa em função do aumento das taxas fotossintéticas destas comunidades. Entretanto, isto diminui ao longo do tempo, pois outros processos como a queda das folhas, a decomposição da liteira e o efluxo de CO2 no solo tornam-se prevalentes.  A liberação de CH4 para a atmosfera aumenta quando o solo se torna saturado com água durante a estação chuvosa. O balanço de carbono dessas florestas depende dos padrões de precipitação e da extensão espacial e temporal das inundações. Se esses ecossistemas serão aliados ou inimigos diante do aquecimento global, dependerá do efeito específico do clima na mudança do ciclo hidrológico regional.

 

[1]  DALMAGRO, H. J.  et al. Radiative forcing of methane fluxes offsets net carbon dioxide uptake for a tropical flooded forest. Global Change Biology, p. 1-15,  2019. ISSN 1354-1013. Disponível em: https://onlinelibrary.wiley.com/doi/abs/10.1111/gcb.14615 .

[2]  BARRAL, A. Carbon balance double agents. Nature Plants, v. 5, n. 4, p. 333-333, 2019/04/01 2019. ISSN 2055-0278. Disponível em: < https://doi.org/10.1038/s41477-019-0407-y >.

 

 

 

 

O Centro de Pesquisa do Pantanal firmou o Termo de Colaboração Nº 1486/2018 com a Secretaria de Estado do Meio Ambiente - SEMA, visando oportunizar o apoio às ações dos Comitês de Bacias Hidrográficas de Mato Grosso – CBHs e a articulação administrativa e operacional com o fito de viabilizar o regular funcionamento das atividades dos CBHs, de modo a garantir que a gestão de recursos hídricos seja descentralizada e participativa, conforme disposto das Políticas Nacional (Lei nº 9.433/1997) e Estadual de Recursos Hídricos (Lei nº 6.945/1997).

 

Acesse o Extrato da Parceria para maiores informações.

26 Fevereiro

Desafio das Áreas Úmidas

No dia 02 de fevereiro foi lançado o Desafio das Áreas Úmidas, cuja ação é da Wetlands International, implementado pela MUPAN.

 

Regulamento:  https://bit.ly/2HSmItc

Inscrições: https://www.mupan.org.br/l/desafio-das-areas-umidas/

 

PARTICIPEM!!!!

Representantes da Wetlands International, MUPAN, CPP e INAU se reuniram hoje, na sede do INPP, para uma produtiva reunião com o objetivo de formalizar a Parceria através da assinatura de um Termo Cooperação entre essas entidades, cujas ações vêm de encontro ao Programa Corredor Azul-Pantanal.

No dia 02 de fevereiro de 2019 comemoramos o Dia Mundial das Áreas Úmidas.

 

A comemoração do Dia Mundial de AUs tem como finalidade estimular a realização, por partes dos governos, organizações da sociedade civil e grupos de cidadãos, de ações e atividades que chamem a atenção da sociedade para o papel das Áreas Úmidas, para necessidade de sua proteção e dos benefícios que estas podem proporcionar.

 

Para maiores informações, clique aqui.

Estão abertas as inscrições para o Módulo XII do Curso "Legislação Ambiental para Ciências Naturais".

Período: 16 a 18 de outubro de 2018
Local: Centro de Biodiversidade - UFMT
Carga horária: 20h/aula por módulo
Forma de pagamento: Depósito/ Transferência bancária
Link para inscrições: https://goo.gl/forms/Yq0Kg2jvAdCYlDX13
Maiores informações: (65) 3627-1887 / (65) 99983-8634

PARTICIPEM!!!!

 

Clique aqui para saber mais informações sobre o Curso "Legislação Ambiental para Ciências Naturais". 

Estão abertas as inscrições para o Módulo XIII do Curso "Legislação Ambiental para Ciências Naturais".

Período: 29 a 31 de outubro de 2018
Local: Centro de Biodiversidade - UFMT
Carga horária: 20h/aula por módulo
Forma de pagamento: Depósito/ Transferência bancária
Link para inscrições: https://goo.gl/forms/37t50Xz6iMO3N7PG3
Maiores informações: (65) 3627-1887 / (65) 99983-8634

PARTICIPEM!!!!

 

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Organizações do Observatório do Pantanal e especialistas se reuniram em Campo Grande para propor melhorias ao texto.

O atual texto do Projeto de Lei 750/2011 (Lei do Pantanal) precisa ser modificado para se tornar uma legislação que promova a conservação e o desenvolvimento sustentável no bioma, a maior área úmida continental do planeta. Essa é a opinião dos representantes do Observatório do Pantanal, coalizão com 18 organizações da sociedade civil, reunidos em seminário na última quarta (26/9) para discutir o texto, que tramita na Comissão de Meio Ambiente do Senado (CMA), sob-relatoria do senador Pedro Chaves.

O seminário também contou com a participação de pesquisadores, líderes de associações de pescadores e representantes do setor do turismo. As apresentações deixaram claras as graves ameaças ao Pantanal e a necessidade de uma lei que proteja o bioma, prevista na Constituição de 1988, mas que 30 anos depois ainda não virou realidade.

Teodoro Irigaray, ex-procurador do Estado de Mato Grosso, pesquisador associado ao CPP e professor da UFMT, demonstrou preocupação com o texto que foi protocolado e poderá ser colocado em votação. “Não podemos ter mais uma lei ruralista. Não apenas o Pantanal, como também todas as áreas úmidas do país ficaram fragilizadas com o Código Florestal”, analisou.

O Professor sugeriu ainda a criação de um conselho gestor para o Pantanal, que envolveria Governo Federal, governos estaduais, órgãos de pesquisa e sociedade civil organizada. “O conselho acompanharia e aprovaria planos de gestão e indicaria áreas prioritárias para ações de pagamentos por serviços ambientais”, As organizações presentes ao seminário aprovaram a sugestão.

Teodoro Irigaray coordenou o projeto financiado pelo CPP em parceria com o Ministério da Ciência e Tecnologia e Inovação, “Pantanal Legal”, cujos resultados estão na publicação intitulada “Pantanal Legal: A tutela jurídica das AUs e do Pantanal Mato-grossense”.

Letícia Garcia, professora da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, reforçou a necessidade de o projeto de lei incluir, em sua unidade de gestão, a região das cabeceiras do Alto Rio Paraguai, onde nascem os rios que formam o Pantanal. “Não adianta querer proteger a planície pantaneira sem proteger o planalto. Se a gente quer proteger o Pantanal, é fundamental proteger ainda mais as nascentes”, avaliou.

As organizações presentes defendem que a lei precisa definir instrumentos econômicos que estimulem produtores rurais e comunidades locais a produzir de forma sustentável, restaurar áreas degradadas e proteger o bioma. “O projeto representa uma oportunidade de gerar lucro para quem protege e promove benefícios ecológicos”, enfatizou a professora da UFMS.

O pescador Aparecido dos Santos, conhecido como Foca, também fez uma apresentação no seminário. Ele destacou uma série de vulnerabilidades que têm afetado diretamente as comunidades pesqueiras.

 “Temos visto muito assoreamento, desmatamento sem critério, degradação de rios e matas pela lavoura, uso exagerado de veneno, esgoto sem tratamento despejado nos rios e barulho muito alto de motor de embarcações. O rio Aquidauana baixou de nível e a gente atravessa a pé em vários locais. Por conta disso precisa cuidar das cabeceiras”, observou Foca.  

O relatório atual, protocolado este mês pelo relator na Comissão de Meio Ambiente, apresentou algumas pioras em relação ao texto anterior, também de autoria do senador Pedro Chaves. Com o seminário, as organizações do Observatório do Pantanal esperam levar novas contribuições ao relator, para que o texto seja aprimorado.

Segundo Júlio César Sampaio, coordenador do programa Cerrado Pantanal do WWF-Brasil, a sociedade civil está cumprindo seu papel de apoiar, com dados científicos, informações técnicas e conhecimentos tradicionais, a formulação de políticas públicas relevantes para o país. “O senador Pedro Chaves vem se mostrando, como relator da Lei do Pantanal, bastante aberto às contribuições encaminhadas pelas organizações. Certamente ele acolherá com atenção as sugestões dos membros do Observatório do Pantanal, como tem feito até o momento”, afirmou.

Estiveram presentes no seminário representantes das seguintes instituições: Centro de Pesquisa do Pantanal, Colônia de Pescadores Z18, Ecoa, Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul, Instituto Arara Azul, Instituto Homem Pantaneiro, Mulheres em Ação no Pantanal (Mupan), Observatório das Águas, Projeto Bichos do Pantanal, Sociedade de Direito Ambiental (Bolívia), SOS Pantanal, UFMS, UFMT, INCT Áreas Úmidas-INAU, Wetlands International, WWF-Paraguay e WWF-Brasil.

Estão abertas as inscrições para o Módulo 11 do Curso "Legislação Ambiental para Ciências Naturais".

Período: 08 a 10 de outubro de 2018
Local: Centro de Biodiversidade - UFMT
Carga horária: 20h/aula por módulo
Forma de pagamento: Depósito/ Transferência bancária
Link para inscrições: https://goo.gl/forms/0oJ7p0lhM3qhAOY42 
Maiores informações: (65) 3627-1887 / (65) 99983-8634

PARTICIPEM!!!!

 

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Sobre nós

O Centro de Pesquisa do Pantanal – CPP – é uma organização independente, com enfoque humanista e sem fins lucrativos. Seu propósito maior é a promoção da cidadania, que no século XXI, tem na questão ambiental seu ponto chave.

Funcionando em estrutura de rede, o CPP está fortemente calcado em parcerias governamentais e não governamentais dos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, contando também com o apoio de setores do governo federal.