MCT avalia o Centro de Pesquisas do Pantanal
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28/05/2008 ]
O trabalho do Centro de Pesquisas do Pantanal, CPP, sediado em Cuiabá, Mato Grosso, é referência para a implantação de outras redes de pesquisa que atuem com preservação ambiental. Esta é a opinião dos integrantes de uma comissão do Ministério da Ciência e Tecnologia - MCT que visitou as unidades integradas ao projeto em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. “O CPP consegue fazer a interação de várias áreas numa rede específica. Ele agrega competências e promove uma troca de informações torna as pesquisas mais produtivas”, destaca Alfredo Souza Mendes, Coordenador de nanotecnologia do Ministério.
O secretario executivo do CPP, Paulo Teixeira de Sousa Jr, afirma que esta avaliação é muito importante, pois ratifica que o trabalho desenvolvido pelo CPP está cada vez mais no caminho certo. Ele disse que há uma notável interação entre as instituições e pesquisadores, as equipes estão bem afinadas, os projetos elaborados em conjunto e o trabalho da rede está bem estruturado.
A avaliação do trabalho in loco faz parte de uma recomendação dos órgãos de controle da União. Como o Ministério é o principal parceiro da entidade, deve verificar a gestão dos recursos. “Nós vimos que houve a aquisição de materiais importantes para o funcionamento dos laboratórios e investimento em manutenção. As vezes, equipamentos fundamentais são perdidos justamente porque não há manutenção, então essa contribuição também foi levada em conta”, diz Maria Luiza Alves, coordenadora geral de Gestão de Eco Sistema do MCT.
Mas para ela, o melhor resultado é o estímulo à pesquisa. Os representantes do Ministério verificaram que depois do início dos trabalhos relacionados ao CPP, as Universidades particulares decidiram aumentar a carga horária dedicada à pesquisa. “Com isso, também vamos formar mais profissionais especializados nessa área, o que é essencial para a preservação do meio ambiente”, afirma Maria Luiza.
O trabalho de bioprospecção também impressionou os integrantes da comissão. O CPP dá suporte a pesquisas com ativos de plantas que possam se transformar em medicamentos “O projeto com fitoterápicos nos fez ver que realmente podemos criar produtos a partir desses estudos. Nosso interesse é esse, fazer a pesquisa chegar a um ponto que ajude a população”, enfatizou o assessor técnico da comissão, Ubirajara Araújo Filho.
O grupo visitou ainda a Embrapa Pantanal, em Corumbá, MS, que tem oito projetos de sustentabilidade em parceria com o CPP, seis no setor da pecuária e 2 no de pesca. “O modelo de gestão de OSCIP, organização da sociedade civil de interesse público, diminui muito a burocracia e agiliza o processo de desenvolvimento de pesquisa. É um caminho que deve ser trilhado para facilitar as atividades de preservação ambiental”, crê Fernando Pereira das Neves, coordenador geral de Acompanhamento e Avaliação para Pesquisas do MCT.