Pesquisadores formam sociedade sul-americana de áreas úmidas durante a Intecol
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23/07/2008 ]
O intercâmbio entre cientistas e pesquisadores do mundo inteiro durante a 8ª edição da Intecol, a Conferência Internacional de Áreas Úmidas, que está sendo realizada em Cuiabá, Mato Grosso, já começa a apresentar resultados antes mesmo do fim do evento. Representantes do Brasil, Colômbia, Uruguai e Argentina deram o primeiro passo para a formação da ´”Sociedade Sul-americana de Áreas Úmidas”. “Será uma associação voltada para a produção de conhecimento científico a respeito do tema. Temos que incentivar a formação de novos talentos que trabalhem na área e possam desenvolver propostas de preservação e conservação”, explicou Paulo Teixeira de Sousa Jr., secretário-executivo do Centro de Pesquisas do Pantanal, entidade que está organizando o evento em parceria com a Associação Internacional de Ecologia, a Universidade Federal de Mato Grosso, e com a co-promoção do SESC Pantanal, Banco do Brasil e Governo do Estado.
Foi dele a proposta de formar o grupo. Com uma sociedade organizada é mais fácil trocar informações a respeito do tema e conseguir verbas para financiamento de pesquisas. “As áreas úmidas vivem num limite da ciência. Não são nem totalmente aquáticas, nem terrestres. Tem características muito específicas e devem ser trabalhadas por profissionais especializados”, afirmou o Professor Wolfgang Junk, do Insituto Max Planck de Limnologia, da Alemanha.
Outro objetivo da entidade será dar mais ressonância ao alerta para a preservação destes ecossistemas. “Temos que evitar que os estragos provocados pela destruição das áreas úmidas no resto do mundo aconteçam aqui também”, disse Guillermo Rueda, do Laboratório de Bentos Y Limnologia Física do Instituto Nacional de Limnologia Física da Colômbia.
A partir de agora, os integrantes do grupo vão fazer um levantamento dos profissionais e entidades que trabalham com áreas úmidas na América do Sul. Daqui a um ano, será promovido um novo encontro, provavelmente na Colômbia, para formalizar a sociedade e dar início às atividades. “Será um grande avanço para o reconhecimento da importância ambiental das áreas úmidas. Nos Estados Unidos, não tivemos essa chance de nos conscientizarmos antes que fosse tarde demais. Destruímos grande parte desses biomas e hoje sofremos conseqüências graves como a redução do abastecimento de água” , afirmou Christopher Craft, Presidente da Sociedade Norte-americana de Cientistas de Áreas Úmidas.
A 8ª Edição da Intecol é organizada pelo Centro de Pesquisas do Pantanal, Associação Internacional para a Ecologia e Universidade Federal de Mato Grosso, com a co-promoção do Banco do Brasil, SESC Pantanal e Governo do Estado e patrocínio da Universidade das Nações Unidas, Programa Regional Ambiental do Pantanal, Confederação Nacional da Indústria, Instituto Ciência Hoje, The Nature Conservancy, WWF Brasil, TV Brasil, Cinemateca Brasileira, Centro Técnico Audiovisual, Fundo Setorial de Recursos Hídricos, FINEP, CNPQ, Capes, Fapemat, Escola Livre Porto, Academia Brasileira de Ciências, Petrobrás e os ministérios da Cultura, Meio Ambiente e Ciência e Tecnologia.