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Unidade de Conservação Sustentável já é modelo de sucesso no país - [ 24/11/2006 ]
 


Exemplos não faltam de Unidades de Conservação Sustentável - UCs, ou seja, que permite o uso dos recursos naturais sem prejudicar o meio ambiente, no país. Um deles, internacionalmente conhecido é de Mamirauá no Amazonas (AM). O modelo contempla homem e natureza numa relação harmoniosa, ele foi apresentado no Workshop Unidade de Conservação de Uso Sustentável em Área com Populações Tradicionais, ocorrido esta semana em Cuiabá-MT, uma realização do Centro de Pesquisa do Pantanal (CPP).
Vários trabalhos de pesquisas, organizados em uma grande rende, estão em andamento na bacia pantaneira conduzidos pelo CPP, que reuni pesquisadores de várias universidades dentre as quais a Universidade Federal de Mato Grosso-UFMT e Universidade Federal de Mato Grosso do Sul-UFMS. Os pesquisadores verificaram nas investigações que as populações tradicionais existentes neste bioma vêm sofrendo perda de seu território ao longo dos anos.
Os casos de UCs onde o homem participa manejando racionalmente os recursos naturais para produzir alimentos e gerar renda à família foram discutidos no workshop na tentativa de encontrar soluções aos povos pantaneiros.
Em Mamirauá, por exemplo, é uma Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS), uma local de conservação ambiental, localizada no Rio Solimões, no alto Amazonas.
Possui uma área total de 1,124 milhão de hectares (correspondendo a quase metade do estado de Sergipe), até 80 quilômetros de floresta da reserva são completamente alagadas entre os rios amazônicos Solimões e Japurá, e protegidos pela reserva desde 1996.
Anteriormente, era considerada apenas como uma Estação Ecológica. Em 1998, com a criação da Reserva vizinha Amanã, Mamirauá tornou-se parte de um corredor protegido de floresta, que vai até o Parque Nacional do Jaú no Rio Negro. É a maior área protegida de várzea da Amazônia.
Diferentemente dos parques nacionais tradicionais, as reservas incentivam seus moradores a ficar no local como "guardiões". Algumas das espécies mais importantes das madeiras tropicais encontram-se nas áreas protegidas de Mamirauá. A comunidade local ajuda a preservar a reserva, por meio de seu envolvimento nas atividades de pesquisa, extensão e manejo da unidade.
A reserva possui mais de 300 espécies de peixes catalogadas, incluindo os ornamentais, cerca de 400 espécies de aves e, pelo menos, 45 espécies de mamíferos. As principais características desta unidade de conservação são: a manutenção da população local, contribuindo com as atividades de manejo dos recursos naturais e na vigilância da reserva; a possibilidade de manejo da fauna e flora com base em sólida pesquisa científica; a flexibilidade para mudança de estratégias de acordo com os mercados; a manutenção da propriedade privada; a implantação de programas para valorização e melhoria das condições de vida da população local e o estabelecimento de parcerias estratégicas com organizações governamentais e não governamentais para o desenvolvimento de propostas para o uso sustentado dos recursos naturais.
O modelo de UCs foi apresentado pelo biólogo e pesquisador do Instituto de Desenvolvimento Sustentável de Mamirauá e da Universidade Federal do Pará, Helder Lima de Queiroz.
“O sucesso de Mamirauá deve-se principalmente a participação da comunidade local. É uma constante negociação entre os pesquisadores e moradores”, afirmou Helder Queiroz.
Fonte: Studio Press - Assessoria de Imprensa
 
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